Relatório n.º 13-O/2007, de 14 de Novembro de 2007

Relatório n. 13-O/2007

Sede social: Avenida da Liberdade, 222, Lisboa.

Capital social: 7 500 000 euros.

Pessoa colectiva n. 502108312.

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa

(1.ª Secçáo), sob o n. 370.

Elisabete Gomes Coelho da Silva, escriturária superior da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa (1.ª Secçáo), certifica que foram depositados na pasta respectiva os documentos de prestaçáo de contas do ano de 2003.

Está conforme o original.

19 de Abril de 2005. - A Escriturária Superior, Elisabete Gomes Coelho da Silva.

Relatório e contas de 2003 Relatório do conselho de administraçáo

O conselho de administraçáo da BBVA Leasimo - Sociedade de Locaçáo Financeira, S. A., no cumprimento das suas obrigaçóes legais e estatutárias de informaçáo, vem apresentar à assembleia geral, relativamente ao exercício de 2003, o seu relatório sobre as actividades e resultados da sociedade, bem como as contas, acompanhadas dos pareceres do conselho fiscal, da certificaçáo legal e do relatório dos auditores externos.

1 - A conjuntura económica

Prosseguindo a tendência negativa verificada no ano anterior, a actividade económica global só começou a apresentar sinais visíveis, ainda que incipientes, de retoma, a partir do 2. semestre de 2003.

Com um crescimento que náo deverá exceder os 2,3%, a economia mundial permanece sujeita a um conjunto de riscos, incertezas e desequilíbrios estruturais que condicionaráo a velocidade, a estabilidade e a amplitude da retoma.

O papel dinamizador da economia mundial continuou a pertencer aos EUA que continua a deter um peso determinante na evoluçáo da economia global.

A sustentabilidade deste crescimento náo está, no entanto, isenta de riscos. A existência de graves desequilíbrios estruturais ao nível das contas públicas e das contas externas poderáo por em causa a consolidaçáo da retoma.

Na economia da zona euro, apesar da procura interna permanecer deprimida, a incipiente recuperaçáo económica iniciada no início do terceiro trimestre parece ganhar força, permitindo que, depois de um crescimento de 0,4% em 2003, a economia europeia, sustentada pela dinâmica do sector exportador, possa vir a apresentar um crescimento do PIB de 1,8% em 2004.

Os indicadores de actividade e os indicadores de confiança, nomeadamente a que se refere ao sector empresarial, apresentaram nos últimos meses do ano uma evoluçáo positiva, reflectindo a dinâmica de aceleraçáo da economia norte-americana e a consequente perspectiva de aumento das exportaçóes.

É o elevado desemprego, consistentemente nos 8,8%, que condiciona a fraca confiança das famílias e deixa antever que náo será o consumo o motor da retoma europeia.

A apatia da procura interna e a contracçáo ou estagnaçáo nas principais economias europeias durante o 1. semestre de 2003, conduziram a Alemanha e a França a adoptarem uma política anti-cíclica, incumprindo o Pacto de Estabilidade e Crescimento e a anunciarem para 2004 cortes nos impostos.

Uma das grandes incógnitas reside no comportamento do euro face ao dólar norte-americano em 2004 e em que medida essa evoluçáo condicionará a retoma da economia europeia, retoma essa assente no sector exportador. Enquanto subsistirem dúvidas face à intensidade da recuperaçáo da economia europeia, e à estabilidade cambial, o BCE náo deverá subir as suas taxas de juro. O movimento ascendente é apenas esperado a partir do final do 1. semestre de 2004 e só se a valorizaçáo do dólar norte-americano face à moeda europeia náo se revelar excessiva.

Condicionada por uma procura interna em franca contracçáo e por uma débil procura externa, a economia portuguesa sofreu a sua primeira recessáo da última década. A necessidade de correcçáo dos desequilíbrios internos e externo, aliada à diluiçáo do efeito estimulante da baixa das taxas de juro conduziu a uma queda do PIB que se estima poder atingir 1,3 %.

Esta queda assentou numa contracçáo do consumo, cujo grau de endividamento, perspectivas de aumento do desemprego e contençáo salarial condicionaram a sua retoma, e numa derrapagem significativa do investimento, que caiu cerca de 10% em termos homólogos, limitado igualmente pelo endividamento excessivo dos últimos anos, pela fraca perspectiva de recuperaçáo interna e pelo elevado grau de indefiniçáo da retoma da economia externa. A necessidade de contençáo orçamental potenciou esta retracçáo do produto por via do controlo da despesa pública.

Durante o 2. semestre surgiram alguns sinais de recuperaçáo econó-mica, ainda que incipientes. Os indicadores de confiança dos diferentes agentes económicos, apesar de se manterem a níveis historicamente baixos, têm apresentado evoluçóes menos negativas. Os elevados níveis de desemprego, que atingiram os 6,4%, associados à quebra do rendimento disponível e à antevisáo da permanência de políticas de contençáo salarial aconselham uma perspectiva cautelosa face ao futuro próximo.

A retracçáo da procura interna, que traduziu a continuaçáo do esforço de reduçáo dos excessos despesistas acumulados pelos diferentes agentes económicos, conduziu à correcçáo de um dos principais desequilíbrios estruturais da economia portuguesa, o défice externo. A reduçáo do défice da balança corrente e de capital, em 2003, para cerca de 3% do PIB reflecte, náo só a queda das importaçóes por via da contracçáo do investimento, mas também o aumento da capacidade exportadora, apesar da valorizaçáo do euro e da frágil dinâmica da conjuntura europeia.

Positivo para a competitividade foi igualmente o comportamento dos preços que, apesar de sistematicamente acima da taxa de inflaçáo média europeia, apresentaram uma trajectória descendente fixando-se em 3,3%.

A contençáo visível do consumo público e o fraco esforço de investimento por parte do Estado, náo foram suficientes para que o défice se mantivesse dentro dos limites definidos para o PEC. Para o cumprimento do défice abaixo dos 3% foi determinante a obtençáo de receitas extraordinárias que colmatassem a insuficiência na obtençáo de receitas.

Para 2004 perspectiva-se a hipótese da retoma da economia nacional, que deverá crescer a uma taxa que se estima ligeiramente superior a 1%. Os factores geradores da retoma deveráo ser encontrados fundamentalmente nas exportaçóes e, supletivamente, no crescimento do consumo e na evoluçáo menos negativa do investimento.

2 - Evoluçáo do sector

A acentuada contracçáo da actividade económica, aliada à manutençáo de baixos índices de confiança e à persistência de factores de incerteza que conduziram à quebra do consumo e à retracçáo do investimento, condicionaram negativamente a globalidade do sector financeiro e, particularmente, o negócio de leasing.

Apesar desta envolvente macroeconómica adversa e mercê de um sentimento de antecipaçáo de retoma, ainda que moderada, sentido a partir do 2. semestre, a produçáo global do mercado apresentou uma evoluçáo positiva de 2%, valor que compara com a queda de 14% verificada em 2002.

Em 2003, continua a prevalecer o dinamismo da actividade do leasing imobiliário, que cresceu 13,9% em termos de valor e 10,9% em número de contratos, face ao leasing mobiliário, que evoluiu negativamente, quer em termos de valor, - 2,4%, quer em termos de contratos, - 1,1%. A esta evoluçáo náo foi alheia a quebra significativa do mercado automóvel.

Assiste-se igualmente, em 2003, a uma progressiva importância do leasing imobiliário na produçáo total do sector.Número de contratos

Leasing mobiliário Leasing imobiliário

Valor dos contratos

Leasing mobiliário Leasing imobiliário

3 - Actividade da BBVA Leasimo

A BBVA Leasimo, responsável pelas operaçóes de locaçáo financeira originadas pela rede de balcóes do BBVA Portugal, articula a sua actividade com as restantes empresas do grupo, apoiando-se na sua rede de distribuiçáo e incluindo os seus serviços no conjunto de opçóes que o grupo disponibiliza junto dos seus clientes.

Condicionada por um enquadramento económico adverso a BBVA Leasimo, empreendeu uma política comercial mais agressiva, que lhe permitiu concretizar 551 novos contratos, 470 de leasing mobiliário, no valor de 21 507 000 euros e 81 contratos de leasing imobiliário, no valor de 14 497 000 euros, o que traduz um crescimento de 14,5% face ao ano anterior, em termos de valor, e 35,7% se considerarmos o número de novas operaçóes.

De salientar o excelente comportamento da vertente imobiliária, mais atractivo num contexto de maior risco de crédito, cujo número de novos contratos cresceu 170% face a 2002.

A composiçáo do financiamento no final do exercício, em percentagem, era a seguinte:

Composiçáo do financiamento

O total de financiamento concedido, no final de 2003, distribuía-se da seguinte forma:

Total do financiamento

De salientar que, para o crescimento da Leasimo em termos de valor, foi determinante a evoluçáo positiva de 12,5% no total do financiamento imobiliário.

4 - Principais indicadores económicos e financeiros

O activo registou um crescimento de 3,3%, evoluindo de 96,2 milhóes de euros para 99,4 milhóes de euros.

Náo obstante a conjuntura adversa e a consequente quebra da procura de crédito, a postura dinâmica de negócio, permitiu, apesar da crescente concorrência, um aumento de 4,3% no crédito concedido, progressáo essa superior aos 3,1% de 2002, passando de 92,4 milhóes de euros para 96,4 milhóes de euros.

O resultado líquido do exercício ascendeu a 726,1 milhares de euros, que corresponde a um crescimento de 84,4% face aos 393,8 milhares de euros obtidos em 2002, reflectindo uma gestáo cautelosa e criteriosa que permitiu uma diminuiçáo significativa de provisóes.

5 - Proposta de aplicaçáo de resultados

O resultado líquido apurado no exercício foi de 726 115,79 euros. O conselho de administraçáo, nos termos das disposiçóes legais e estatutárias, propóe a seguinte distribuiçáo do resultado do exercício (em euros):

Para reserva legal .................................................... 72 611,58

Para distribuiçáo de dividendos ao accionista único 653 504,21

O...

Para continuar a ler

PEÇA SUA AVALIAÇÃO