Relatório 1-AQ/2007, de 18 de Abril de 2007

Relatório n. 1-AQ/2007

Conservatória do Registo Comercial do Lisboa (1.ª Secçáo). Matrícula n. 66 775/870903; identificaçáo de pessoa colectiva n. 501882618; data da apresentaçáo: 14 de Julho de 2000.

Maria Irene Dias Emídio Palma, segunda-ajudante da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa (1.ª Secçáo):

Certifico que ficaram depositados na pasta respectiva os documentos que serviram de base ao registo da prestaçáo de contas de 1999.

Está conforme o original.

Conservatória do Registo Comercial do Lisboa (1.ª Secçáo), 10 de Maio de 2001. - A Segunda-Ajudante, Maria Irene Dias Emídio Palma.

Relatório e contas de 1999 Órgáos sociais

Assembleia geral:

Presidente: Rui Manuel Duarte Sousa da Silveira.

Secretário: Maria Madalena França e Silva de Quintanilha Mantas Moura.

Conselho de administraçáo:

Presidente: Júlio André.

Vogais:

Marcos Tavares de Almeida Lagoa.

Carlos dos Santos Moita.

Domingos Sottomayor Roque de Pinho. José de Vargas Bulcáo.

Fiscal único:

Belarmino Martins, Eugénio Ferreira e Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, representada por Dr. António Alberto Henriques Assis.

Suplente: Dr. António da Trindade Nunes, revisor oficial de contas.

Revisor oficial de contas:

Belarmino Martins, Eugénio Ferreira e Associados, Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, representada por Dr. António Alberto Henriques Assis.

Suplente: Dr. António da Trindade Nunes, revisor oficial de contas.

Relatório do conselho de administraçáo

Evoluçáo da actividade

Enquadramento macroeconómico

Na zona euro confirmou-se a recuperaçáo da actividade na segunda metade do ano, em linha com o que já era esperado. Esta aceleraçáo deveu-se essencialmente a uma notória recuperaçáo das exportaçóes de bens e serviços. As importaçóes também apresentaram um crescimento mais acentuado do que no 1. semestre, confirmando que 1999 foi um ano de recuperaçáo para as trocas comerciais num conjunto alargado de economias.

A economia norte-americana manteve um forte dinamismo, acima das optimistas previsóes feitas há um ano. Quanto aos mercados emergentes, evidenciou-se a sua recuperaçáo com especial destaque para os asiáticos. No Japáo as incertezas continuam para o futuro próximo.

Quanto aos preços, apesar da maioria das fortes economias tenha registado taxas de inflaçáo moderadas, o forte aumento do preço do petróleo ano longo de 1999, reflectiu-se, globalmente, no crescimento dos preços ao nível do consumidor, que na zona euro terá sido ainda mais acentuada por uma evoluçáo cambial menos favorável do euro face ao dólar.

Sinais de deterioraçáo da inflaçáo a médio prazo, e em alguns países as fracas perspectivas de crescimento do mercado de trabalho, fez com que as autoridades monetárias reagissem de imediato. Nos EUA e no Reino Unido registaram graduais subidas das taxas de intervençáo durante a segunda metade de 1999. O Banco Central Europeu aumentou as taxas no início de Novembro. Estes reajustamentos reflectiram-se num aumento das taxas de juro de longo prazo durante o ano de 1999.

Enquadramento macroeconómico nacional

O enquadramento internacional da economia portuguesa melhorou no

  1. semestre de 1999, confirmando-se os indícios positivos sobre a evoluçáo económica mundial que foram surgindo durante o 1. semestre.

    Em Portugal durante 1999, verificou-se que a economia portuguesa continua um ciclo de crescimento económico e com perspectivas de continuidade para o ano 2000. O ano de 1999 foi marcado por um abrandamento na procura interna, náo compensado pela evoluçáo das exportaçóes, pelo que a economia nacional desacelerou 1%, para um crescimento do PIB em 1999 de cerca de 3%, o qual deverá estar sustentado a médio prazo e apoiado pelos financiamentos comunitários.

    Quanto ao mercado accionista, ficou patente que 1999 náo foi um ano fácil para o investidor português, que após um início fulgurante, com uma valorizaçáo do PSI 20 de 8,5% na primeira semana do ano, os investidores tiveram que esperar pelo último trimestre para uma recuperaçáo igualmente brilhante.

    Em 1999 o mercado de obrigaçóes caracterizou-se da seguinte forma:

    Subida das taxas de juro do banco central americano em 0,5%; Expectativa e subida em Novembro das taxas de juro do euro em 0,5%; Subida das taxas de juro inglesas;

    Manutençáo em cerca de 0% das taxas de juro japonesas.

    As consequentes subidas das yields, tiveram um impacto negativo nos fundos de investimento, com grande peso no mercado de obrigaçóes, que consequentemente vieram a afectar os produtos mais conservadores. Este contexto gerou instabilidade e desconfiança nos diver-sos canais de distribuiçáo deste produto, cujo impacto na evoluçáo global do mercado dos FIMs foi considerável.

    Para 2000 as perspectivas sáo positivas, pois o cenário aponta para o acréscimo de investimentos e exportaçóes, sem perda do sentimento de confiança por parte dos consumidores nacionais.

    Fundos de investimento mobiliário

    O mercado dos Fundos de Investimento Mobiliário (FIM) registou em 31 de Dezembro de 1999 um volume total sob gestáo de 4 829 094 milhóes de contos, o que representa um crescimento de 0,5% no ano. Destes, 35% sáo fundos de investimento domésticos, 49% sáo fundos da zona euro e os restantes 16% sáo fundos internacionais. O volume em gestáo no final de 1999 corresponde a 25,6% do PIB nacional, valor próximo do registado nos países do espaço euro.

    Relativamente à evoluçáo por classe de activos, a preponderância manteve-se nos fundos de obrigaçóes e de tesouraria nacionais, agora denominados Fundos de Obrigaçóes Euro e Fundos de Tesouraria Euro, com um peso de 23% e de 25% no total do volume do mercado, respectivamente. De realçar ainda o forte crescimento verificado nos FIMs Internacionais que em 31 de Dezembro de 1999 totalizavam 781 037 milhóes de contos, contra 162 142 milhóes de contos em finais de 1998.

    Quanto à tendência do mercado dos FIMs, 1999 caracterizou-se pela estabilizaçáo do volume sobre gestáo (+ 0,5%). O número de sociedades gestoras manteve-se em 20 e o número de fundos decresceu de 276 para 272.

    A evoluçáo do volume em gestáo dos FIMs domésticos da ESAF registou em 1999 um crescimento de 7,4%, o que representa ummance de crescimento económico e financeiro e sejam predominantemente cotadas nas Bolsas de Valores de países da Uniáo Europeia, da Noruega, da Suíça, no Japáo, de Hong Kong, e dos EUA.

    Actividade comercial

    A estrutura comercial em 1999 tinha uma equipa de sete consultores financeiros para o acompanhamento de um total de 580 balcóes do GBES e 25 centros de private banking. Destes, três consultores estavam dedicados ao segmento de grandes clientes BES/Rede BIC/Private Banking e quatro consultores ao segmento de massa/BES. Em termos de acompanhamento, a actividade registou a seguinte evoluçáo:

    Formaçáo às diversas redes de distribuiçáo: em 1999 foram realizadas um total de 1980 horas de formaçáo repartidas da seguinte forma:

    1520 horas no BES:

    880 horas no segmento de massa;

    520 horas no segmento de grandes clientes; 200 horas mo private banking.

    380 horas no BIC:

    Apoio da venda a nível do balcáo;

    Apoio pós-venda;

    Controlo da informaçáo qualitativa e evoluçáo quantitativa de cada rede de distribuiçáo.

    A unidade de help-desk, composta por três operadoras e respectiva coordenadora, registou em 1999 o seguinte volume de actividade:

    Resumo da actividade volume total em gestáo de 575 milhóes de contos. Em termos relativos, a ESAF detém uma quota de mercado de 12%, a quarta maior sociedade gestora dos FIMs.

    O crescimento da ESAF baseou-se na gestáo eficaz das expectativas dos clientes do Grupo Banco Espírito Santo, sustentada através da boa performance dos principais fundos de investimento e do apoio comercial realizado junto das redes de distribuiçáo.

    A estratégia comercial em 1999 foi caracterizada pelos seguintes factores críticos:

    Focalizaçáo na gestáo global do património do cliente; Segmentaçáo da estrutura comercial do acompanhamento das redes, de acordo com a estrutura comercial de cada canal de distribuiçáo;

    Estratégia comercial assente nos «produtos estrela» por segmento de actuaçáo;

    Aumento do perfil de risco dos principais produtos com enfoque de objectivos;

    Maior eficácia na penetraçáo e gestáo da informaçáo/formaçáo das redes de distribuiçáo;

    Segmentaçáo da comunicaçáo ao cliente;

    Optimizaçáo da gestáo da venda e serviço pós-venda.

    O Product Mix da ESAF por classe de activos, caracterizava-se da seguinte forma em 31 de Dezembro de 1999:

    No seguimento da implementaçáo da Estratégia Comercial, foram lançados os seguintes fundos durante 1999:

    BES & BIC

    Espírito Santo Acçóes América - trata-se de um fundo de investimento mobiliário aberto, que investe principalmente em acçóes de empresas que apresentem solidez financeira e elevado crescimento económico, sendo predominantemente cotadas nas Bolsas de Valores dos Estados Unidos da América.

    Espírito Santo Acçóes Global - trata-se de um fundo de investimento mobiliário aberto, que investe em acçóes de empresas que apresentem a melhor performance de crescimento económico e financeiro sendo predominantemente cotadas nas Bolsas de Valores de países da Uniáo Europeia, da Noruega, da Suíça, do Japáo, de Hong Kong e dos EUA.

    Espírito Santo Acçóes Rendimento - trata-se de um fundo de investimento mobiliário aberto, que distribui rendimento no final de Junho de cada ano civil, correspondente a totalidade do valor dos dividendos líquidos recebidos pelos títulos em carteira. Investe principalmente em acçóes de empresas que apresentem a melhor perfor-

    Peso do inbound e outbound Número de relativo à contactos actividade do help-desk

    (percentagem)

    Total de contactos inbound help-desk ...... 15 374 69,22

    Total de contactos outbound help-desk .... 6 837 30,78

    Total de contactos inbound help-desk

    Peso relativo aos totais Número de

    Contactos inbound inbound do contactos help-desk

    (percentagem)

    Balcóes BES ............................................... 5 493 35,73

    Centros private .......................................... 2 077 13,51

    ...

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